Projeto Ockham
O 11 de Setembro

por Widson Porto Reis mail
em 27/01/07

O Vôo 93

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O Vôo 93 partiu de Newark, New Jersey, com destino a São Francisco e foi o único dos 4 aviões sequestrados que não atingiu o alvo pretendido, caindo a 240 km de Washington. Graças às gravações das conversas telefônicas (algumas com mais de 20 minutos de duração) e aos registros recuperados da caixa preta e da cabine do piloto, a história do Vôo 93 é a mais bem documentada de todo o 11 de Setembro. Sabe-se que os passageiros, alertados pelo telefone de que outros aivões sequestrados tinham sido lançados contra o WTC, insurgiram-se contra os sequestradores que preferiram arremeter o avião contra o solo do que arriscar perder seu controle. A história deu origem ao aclamado filme "Vôo United 93".

Sobre o Vôo 93 paira a dúvida se ele não teria sido derrubado por um caça da força aérea americana. Esta teoria apoia-se principalmente no testemunho do coronel reformado Donn Grand-Pre, dado ao popular programa de rádio "The Alex Jones Show" em fevereiro de 2004. O coronel teria dito: "O Vôo 93 foi derrubado pela Guarda Aérea Nacional. Eu conheço o piloto que disparou aqueles mísseis". Grand-Pre indentificou o piloto como sendo o major Rick Gibney, que teria disparado dois mísseis e abatido o Vôo 93 precisamente às 9:58 daquele fatídico dia. A teoria ganhou força com o testemunho de seis pessoas que teriam visto um avião branco sobrevoando muito baixo a região do acidente logo após o Vôo 93 ter sido derrubado.


A "caixa preta" (que não é uma caixa nem é preta) do Vôo United 93.

Rick Gibney não comenta a acusação, mas de acordo com o porta voz da Guarda Aérea Nacional ele realmente pilotou um F-16 naquela manhã. No entanto sua missão era outra; ele devia buscar Ed. Jacoby Jr., diretor do New York State Emergency Management Office e levá-lo até Albany, de onde coordenaria a situação de emergência do atentado (a esta altura o WTC já havia sido atingido). Jacoby confirma a história: "O tenente Gibney estava comigo todo o tempo. Me revolta ver o público sendo enganado dessa maneira". Quanto ao avião branco, tratava-se de um jato comercial Falcon 20, de propriedade da empresa VF Corp (do jeans Wrangler). Quando estava a caminho do aeroporto de Johnstown, o piloto do jato foi contactado pela base aérea de Cleveland para que voasse baixo e tentasse localizar o ponto em que o Vôo 93 teria caído (fonte)

Interceptar um avião comercial não é nem tão rápido nem tão fácil quanto parece. Até o 11 de Setembro as regras para interceptar aviões no espaço aéreo americano não permitiam o uso de jatos supersônicos. Em 1999 por exemplo, no único caso de um avião interceptado em espaço áereo americano nos anos anteriores ao 11 de Setembro, quando a tripulação de um Learjet ficou inconsiciente devido à descompressão, demorou 1 hora e 22 minutos até que o avião fosse alcançado (fonte: Skeptic, Vol 12, num 4, 2006, pp 39). No caso do Vôo 93 a interceptação seria ainda mais difícil uma vez que, como nos outros vôos, os terroristas desligaram o transponder, aparelho que informa a altitude do avião.

É interessante como a teoria de que o vôo 93 foi derrubado pelo governo vai contra a lógica por detrás da grande conspiração do 11 de Setembro. Em primeiro lugar, os próprios conspiracionistas usam o fato de que nenhum dos outros aviões sequestrados foi interceptado pela força áerea, como evidência de que o governo deliberadamente preferiu deixar que os terroristas agissem livremente, mesmo conhecendo seu plano. Em segundo lugar, supondo que o governo americano àquela altura já havia atingido (ou permitido atingir) o pentágono e as duas torres gêmeas matando mais de 3000 pessoas, por quê não permitir que o Vôo 93 alcançasse seu alvo?

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