Projeto Ockham
O 11 de Setembro

por Widson Porto Reis mail
em 27/01/07

Introdução

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Não é todo dia que se assiste ao nascimento de uma teoria da conspiração. No dia 11 de setembro de 2001, mal os destroços do World Trade Center e do Pentágono se assentavam, a máquina conspiracionista preparava aquela que seria a mais popular teoria conspiratória de todos os tempos.

Houve quem dissesse que o Pentágono não foi atingido por um avião e sim por um míssil; que o Vôo United 93 foi na realidade abatido por um caça da força aérea americana; que o governo americano não apenas sabia do atentado como ainda ajudou a derrubar o World Trade Center usando aviões militares não tripulados e/ou explosivos; e houve até mesmo quem dissesse que o atentado foi planejado pelo serviço secreto de Israel como parte de uma conspiração para voltar a opinião pública mundial contra os árabes.

Diferentemente de outras populares teorias da conspiração, como aquela que diz que o homem nunca foi à Lua, as teorias do 11 de setembro encontram aderência de muitos segmentos respeitáveis da sociedade e atingem um público muito maior. Talvez porque tenham como combustível a antipatia que o império americano e o governo de Israel têm inspirado mundialmente, inclusive entre os próprios americanos, ao defender seus interesses com truculência bélica, ou talvez porque não exijam um salto de irracionalidade tão grande quanto outras teorias conspiratórias (como acreditar que as imagens da Lua foram forjadas em um estúdio, por exemplo), o fato é que a conspiração do 11 de setembro não é defendida (somente) pelos lunáticos típicos. De acordo com uma pesquisa da universidade de Ohio, nos EUA, 36% dos americanos acreditam que o governo participou dos atentados ou que sabia dos planos terroristas e decidiu não agir, um número impressionantemente alto, dada a gravidade da acusação.

Neste artigo veremos quais as principais alegações dos conspiracionistas do 11/9, e se elas resistem aos fatos.

O Pentágono
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