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Nosso objetivo
Você acredita que sua personalidade é influenciada pela posição que
certos corpos celestes ocupavam no céu no momento de seu nascimento?
Acredita que alienígenas estão entre nós e tentam se comunicar conosco
desenhando círculos nas plantações inglesas? Acredita numa forma de
medicina que cura utilizando remédios constituídos de água e açúcar?
Por falar em cura, você acredita em cura através de cristais? Pirâmides?
Imposição das mãos? Cromoterapia?
Pois nós até gostaríamos de acreditar. Afinal de contas, seria ainda
mais interessante viver em um mundo onde pudéssemos mover um objeto com o
poder da mente, curar um parente apenas pelo pensamento positivo, prever o
futuro, fazer contato freqüente com extraterrestres. Mas infelizmente
não podemos. Nossa formação científica e personalidade questionadora
nos impede de acreditar em um fenômeno não comprovado apenas porque ele
é emocionalmente agradável. Por isso somos chamados de céticos.
Ser um cético não significa duvidar de tudo, como a origem grega da
palavra pode levar a crer. Ser um cético não é ser um chato sem imaginação
que se recusa a sonhar com civilizações extraterrestres. Nós, os céticos,
simplesmente exigimos uma quantidade maior de evidências do que as pessoas
um pouco mais ansiosas em crer. E exigimos que estas evidências
passem pelo crivo da melhor ferramenta desenvolvida até hoje para
diferenciar o fato da ilusão: o método científico. Mostre-nos um fenômeno
paranormal que se repita em um experimento controlado; mostre-nos um médium
que exiba alguma mediunidade que um mágico profissional não consiga
reproduzir; mostre-nos afirmações que possam ser testadas, mostre-nos
dados, quantidades e medidas. Não é pedir tanto considerando a
responsabilidade que a crença no paranormal traz.
O objetivo deste site NÃO é atacar pura e simplemente qualquer crença
não-científica, mas prestar um humilde serviço à humanidade
ajudando a desmascarar
mitos e lendas urbanas e traçando a linha divisora entre magia e ciência;
uma linha que nos parece mais tênue do que deveria em nossos dias.
Nossa motivação para isso não é somente estragar o prazer de quem procura
aconselhamento nos horóscopos diários, ou que procura cura em um fenômeno
místico paranormal, mas vem do fato de acreditarmos que muitas destas
crenças são seriamente nocivas e perigosas, ou no mínimo responsáveis por
embotar a inteligência e engrossar a ignorância.
Qual o nosso tema?
Pseudociências, ou seja, assuntos e temas que buscam o credenciamento da
ciência, mas que não possuem fundamento cientifico, às vezes nem sequer
fundamento lógico; mitos e lendas urbanas, coisas em que as pessoas
acreditam só por ter ouvido repetidas vezes mas que não são fatos;
crenças, ou crendices, tais como certas medicinas alternativas, que além de
perigosas à saúde, exploram a ignorância, a fé e a carteira do crédulo.
Resumindo, inverdades de todo o tipo que possam ser desmascaradas pela
ciência.
Não discutimos nem julgamos assuntos religiosos desde que os assuntos
religiosos permaneçam assim, religiosos somente. Acreditamos que fé e
razão são campos sem interseção e por isso não pensamos que uma
espiritualidade ou religiosidade consciente necessariamente atrapalhe
o julgamento de questões científicas. É preciso ser justo e lembrar que
na maioria dos temas que tratamos, como telecinésia, alienígenas, poder
das pirâmides, curandeirismo e outros, a Igreja é tão cética quanto os
cientistas.
Nossas fontes inspiradoras
Em princípio quase todo cético lhe dirá que é influenciado por Carl Sagan.
Nós não somos exceção. Conhecido do grande público pela série de televisão
"Cosmos", Sagan sempre procurou trazer a ciência ao alcance das pessoas
comuns. Pelos céticos é mais conhecido pelo livro "O Mundo assombrado por Demônios"
em que lança um olhar cientificamente crítico sobre várias pseudociências
e misticismos. Seu ceticismo carregado de bom senso e elegância é uma
referência para nós.
Bertrand Russell, matemático, filósofo e ganhador do prêmio Nobel de
literatura, é uma influência decisiva em muitos aspectos mas especialmente
por pregar a importância de se libertar do pensamento dogmático
e pela simplicidade e polidez com que transmitia suas idéias.
Evidentemente Guilherme de Ockham, o cético frade franciscano que primeiro
enfatizou a importância da experimentação na obtenção do conhecimento e
pregou a separação entre teologia e filosofia, é uma influência tão
decisiva que empresta seu nome a este projeto. Sua biografia pode ser lida
em nosso site.
Existem numerosos outros sites com a mesma proposta deste, mas quase todos
infelizmente em inglês. Destes, o que mais nos norteou e uma referência
obrigatória para todos os que se interessem por nosso projeto, é o site do
CSICOP (Committee for the Scientific Investigation
of Claims of the Paranormal).
Há também alguns sites céticos em português, mas a grande maioria se limita
apenas a traduzir textos de revistas e sites em inglês. Os sites nacionais
em geral, quando apresentam material que não seja tradução pecam exatamente
como os pseudocientistas que criticam: pela falta de referências, bom
senso e solidez científica na argumentação. Neste aspecto, estes sites
foram igualmente inspiradores.
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